Irmã M. Roselí Romanzini

Ir. M. Roseli Romanzini, nasceu em 1966 na cidade de Liberato Salzano – Rio Grande do Sul/Brasil. É a mais velha de uma família de quatro filhos. Em 1944 ingressou no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Após uma formação básica com a artista Ir. M. Senira Biscaro, que a introduziu na arte religiosa, e um estágio na ourivesaria de Marienbrüber, em Schoenstatt – Alemanha, ela estudou Belas Artes. Sr. M. Roseli trabalha como ourives no ateliê ‘Metalarte José Kentenich’ em Santa Maria / Brasil.

Que experiências marcaram sua vida como mulher?

A minha grande experiência foi conhecer Schoenstatt, especialmente no que se refere ao trabalho da autoeducação. Nisto pude sentir quanto vale a pena empenhar todas as forças para o próprio crescimento espiritual e para cooperar na formação de uma nova personalidade, para o bem de uma nova sociedade. E neste conhecer Schoenstatt, destaco o dia de minha vestição, ou seja, o dia em que recebi o vestido de Irmã de Maria e ingressei no noviciado com mais 6 irmãs. Assim como toda mulher se prepara com grande expectativa e alegria para o grande dia de seu casamento, do mesmo modo pude sentir e até hoje o sinto, o quanto é belo entregar-se, de corpo e alma, através da consagração de vida como Irmã de Maria.

Onde em sua vida a senhora fez a experiência de Deus?

Esta experiência já o vivenciei em minha casa paterna, onde diariamente rezávamos o terço todas as noites, como família. Estes eram momentos muito sagrados para todos, mas algo que marcou para toda minha vida, foi a vivência de fé, o amor e carinho que pude experimentar em minha mãe. Nestes momentos de oração ela estava realmente em Deus e como sabia que ela carregava grandes sofrimentos, sentia que era ali que ela entregava tudo o que se passava no decorrer do dia e de onde tirava as forças para poder carregar tudo o que viria no próximo dia.

Ao ingressar na Comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt e ao ter contato com nosso Santuário, senti ali o mesmo amor, a mesma fé e o mesmo carinho que nossa Mãe nos presenteia através de seu trono de graças.

O que a senhora considera o desafio para as mulheres hoje?

O maior desafio para as mulheres de hoje, na minha opinião, é saber equilibrar o ser mãe, esposa e a profissão, ao lado de tantas outras coisas que tem de fazer. Além disso, na idade já avançada, tem o grande medo do abandono e da solidão, pois as famílias são muito pequenas.

Um outro desafio é a grande batalha por viver sua integridade feminina, especialmente em viver a virtude da pureza neste mundo tão marcado por corrupção, indecência, desrespeito à honra dos outros e de si próprio.

O que a senhora quer mudar no mundo através de sua vida?

Através da vida consagrada como Irmã de Maria de Schoenstatt, na profissão em que exerço, a arte sacra, busco ajudar a proporcionar às famílias e às comunidades uma proximidade maior com Deus e com a Mãe de Deus, pela idealização de Santuários Lares ou Santuários paroquiais, ermidas da MTA, cruzes da unidade, os símbolos dos Santuários filiais (moldura e quadro da MTA, símbolo de Deus Pai, do Espírito Santo, etc.). Este trabalho é sempre feito com muito amor e dedicação e sempre procuramos colocar cada dificuldade que surge como contribuição para o Capital de Graças de nossa Mãe, em seu Santuário.