Monique Vaz da Silva

28 anos; Designer digital; Mairiporã/SP – Brasil
Juventude Feminina de Schoenstatt

Que experiências marcaram sua vida como mulher?

Eu sou a filha mais velha, de cinco meninas. Isso é um presente para mim, já que posso, diariamente, conviver com mulheres únicas e inspiradoras. Além disso, eu tenho um exemplo maravilhoso em casa: a minha mãe e toda a sua dedicação conosco, me mostrando quais os reais valores de uma mulher.

Mas, falando de experiências de vida,  a primeira experiência marcante para mim foi poder fazer ballet, iniciei ainda quando criança e fiz por 13 anos. O ballet me ajudou a enxergar a mulher como um ser delicado, porém, com uma força oculta, me fez reforçar a delicadeza e meiguice que carrego em meu ser até hoje.

Na primeira faculdade que fiz, eu era a única mulher na sala de aula. Isso me forçou a exigir respeito diante de todas as situações, foram experiências que me fortaleceram que me deram coragem para trocar de faculdade e ingressar em um curso que realmente foi pensado para mim: o design.

Como designer, tenho diversas experiências que marcaram minha vida como mulher. É um mercado de trabalho com pessoas “alternativas”, isto é, com vários tipos e estilos. Então, eu sempre preciso reforçar os meus princípios e sua aplicação em meu ser, em todas as atitudes e diariamente: no vestir, no falar, em me posicionar e, até na minha linha de criação profissional, eu preciso buscar essa essência do “ser feminino”.

Enfim, todas as experiências como mulher que tive, até hoje, como JUFEM. Ingressei no Movimento ainda como apóstola. Foi tão encantador que meus pais, irmãs e primas entraram também logo em seguida, fui um instrumento nas mãos de Deus para que eles entrassem no Movimento. Em Schoenstatt, eu aprendi a me autoeducar e buscar a mulher pensada por Deus, também pude e posso conduzir diversas meninas e mulheres pela minha atuação como dirigente. É um enorme presente ser instrumento da Mãe de Deus para guiar outras mulheres!

Onde em sua vida a senhora fez a experiência de Deus?

Eu nasci em uma família católica, então, desde pequena Deus se faz presente. Pude ter várias experiências marcantes, porém teve uma especial que realmente mudou minha vida: eu fui escolhida para poder participar do programa “Schoenstatt Zeit”, por causa de uma desistência, quando faltava só um mês para o programa. Percebi que Deus tinha cuidado de tudo: Antes mesmo de eu receber o convite, eu havia guardado o dinheiro para realizar um sonho, que não sabia ainda qual seria. Mas, eu já tinha tirado o passaporte, sem ter um motivo para isso e não estava contente no meu emprego na época. Pude ver o sinal do amor de Deus em cada um desses fatos. Viver em  Schoenstatt, por dois meses, foi o maior presente da minha vida. Ali pude ressignificar meus valores pessoais, pude me encontrar e ver que fui escolhida para ser uma filha predileta de Deus. Ali eu me sentia amada por Ele, do amanhecer ao anoitecer. Retornei ao Brasil renovada e pronta para lutar pela minha missão de vida.

O que a senhora considera o desafio para as mulheres hoje?

No mundo atual, SER MULHER é o maior desafio.  Estamos cercadas por uma sociedade egoísta, machista, distante de Deus, por mulheres escravas da beleza, vazias, cercadas por violência, sem compromisso com ninguém (não buscam mais construir uma família sólida). Vivemos diariamente com mulheres que não se apoiam e querem se igualar ao homem (perdendo assim sua essência) e, também, nos é imposta uma pressão para que sejamos “super-mulheres” (aquelas que precisam dar conta de tudo: casa, trabalho, família e muito mais). Tudo isso nos deixa estressadas mental e fisicamente.

O que a senhora quer mudar no mundo através de sua vida?

Quero conseguir resgatar a essência da Pequena Maria, por meio do meu testemunho diário. Que eu consiga dar meu sim aos planos de Deus e que o faça com amor.

Quero conseguir mudar o mundo, mudando um pouco a vida dos que me cercam, por meio do meu exemplo.